Li recentemente a história de um garoto de dez anos de idade que apesar de não ter o braço esquerdo, começou a praticar judô. Seu mestre, era um velho japonês. Apesar de grande dedicação e esforço o mestre lhe ensinou um golpe apenas. Frustrado, questionou o mestre:
- Mestre, por que nao posso aprender outros movimentos?
- Continue aperfeiçoando este movimento. Respondeu.
Sem entender, meio contrariado, continuou a treinar o tal movimento, depositando sua confiança em seu mestre.
Após vários meses, estava pronto para sua primeira competição!
Surpreso de si mesmo, venceu com facilidade as primeiras lutas, no qual avançou para as semifinais. No decorrer das lutas era notório o grau de dificuldades com competidores mais agíeis. Entretanto o garoto de um braco só, não se intimidou, continuou lutando e chegou a final.
Surpreendendo a todos e a si mesmo com seu movimento, nocauteou seu adversário e venceu a competição!
Na volta para casa, ele e o mestre discutiram cada movimento nas lutas. Quando veio a pergunta intrigante:
- Mestre como ganhei o torneio com apenas um movimento?
- Você venceu por dois motivos. Primeiro porque você quase aperfeiçoou um dos golpes mais desafiadores do judô. E segundo, a única defesa conhecida para aquele ataque é que o oponente agarre seu braco esquerdo.
Moral da história: A maior fraqueza do garoto tinha-se tornado sua maior força.
TEMOS OLHOS DE MORCEGO PARA NOSSAS PRÓPRIAS FALTAS, E DE ÁGUIA PARA AS FALTAS DOS OUTROS. (James L. Gordon).
Extraído do livro A Volta por Cima de Karl Haffner.
Glau Borcem
Sao Paulo/SP, em 16/10/2012.